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Eu e o xadrez

17, Junho, 2009 pmfonseca Nenhum comentário

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O meu primeiro contacto com o xadrez terá acontecido há mais de 20 anos numas férias que passei em casa de familiares em Setúbal.

Se aprendi rápido, mais rápido esqueci, porque não conhecia ninguém que soubesse, ou gostasse de jogar este jogo.

Assim se passou até há uns três anos, altura em que me decidi voltar a olhar para este belo jogo (imagino que tenha sido uma crise emocional dos trinta e tais anos).

gddf_logoAtravés do google, verifiquei que a uns meros 500 metros da casa dos meus pais existia um clube que é uma referência no xadrez nortenho e nacional, o Grupo Desportivo Dias Ferreira.

64_48fcb80ebdc2bApressei-me a ligar para pedir algumas informações, e do outro lado respondeu-me uma voz que me deixou desarmado. Disse-me ela: “Apareça cá hoje.”

É assim o Vitorino Ferreira, sempre disponível para ‘apadrinhar’ qualquer novo jogador desta modalidade, seja ele um campeão ou um neka (como eu) que só sabe empurrar peões e pouco mais.

Nele encontrei um amigo que por si só justifica as minhas visitas ao clube, onde mais que jogar, posso dizer que passo um bom bocado entre amigos.
Desde os séniores (Janico, Paulo Teles entre outros) aos putos (manos Viela, Nora, Caramez, Margarido, Jorge) sempre pude contar com todos para umas explicações sobre o que raio dá determinada abertura ou posição.

E assim recomeçou o meu interesse pelo Xadrez. Não é que jogue muito (já estou farto de apanhar tareias dos putos), fora do GDDF continuo sem conhecer quem queira jogar, por isso lá me vou aventurando no xadrez online (prometo escrever alguns posts sobre onde e como jogar online, e até darei algumas pistas sobre como detectar se estamos a jogar online contra humanos ou batoteiros).

Quanto a eventuais oponentes para uma partida partilho as palavras do David no que diz respeito aos adversários do xadrez (curioso que o primeiro link que faço para alguém neste blog vá para um amador, e não para nenhum Topalov).

Hoje em dia, mais não faço do que percorrer a net à procura de recursos online para melhorar o meu xadrez. Na realidade recursos não faltam, uma vez que tenho mais do que alguma vez conseguirei usufruir.

Mas tentarei através deste canto oferecer algumas sugestões, ou até opiniões sobre o que eu penso que é bom e recomendável dentro de tudo o que se encontra por aí.

Esta é a minha moeda de troca ao que me tem sido dado por todos vós.

A todos obrigado,
Pedro Fonseca

Chess Bytes, o blog

15, Junho, 2009 pmfonseca Nenhum comentário

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A ideia de criar uma máquina capaz de jogar xadrez remonta ao século XVIII. Exemplo disso é a história d’O Turco de Wolfgang Von Kempelem (que será aqui contada entre muitas outras histórias) que jogou com muitos ilustres adversários, e que só anos mais tarde viria a ser revelado como sendo uma fraude.

Só no início do século XX é que surgiria a primeira máquina que realmente jogava xadrez – El Ajedrecista, muito antes dos computadores terem sido inventados.

Estávamos na era do Xadrez mecânico, onde apareceram diversas máquinas autómatas que na realidade não diferiam muito umas das outras. Era uma altura de relativa estagnação tecnológica.

Até que ao entrar nos anos 50, logo no início da era digital, os programadores e cientistas viram o potencial dos computadores para o jogo de xadrez, principalmente para a análise e pesquisa de informação em bases de dados. Seria necessário esperar pelos anos 90 para que fosse possível assistir a um verdadeiro embate de titãs entre homem e máquina, tendo vencido a máquina (Kasparov-Deep Blue).

Hoje em dia, em nossa casa e por apenas algumas dezenas de euros, é possível jogarmos uma partida contra uma máquina que joga como um GM. Além disso, existe também o fenómeno da internet, que permite que joguemos com adversários em qualquer parte do mundo, que se aprenda com professores estrangeiros, ler notícias de xadrez, acompanhar partidas em directo (no último Campeonato do Mundo Anand-Kramnik, era possível acompanhar a partida através de várias câmaras de vídeo com diversos planos, e assistir em directo a análises feitas por GMs).

Estamos perante um novo paradigma de jogo, temos demasiada informação ao nosso dispôr para estudar, temos um GM ao nosso lado que joga connosco (e no caso de alguns, um GM que joga por nós), temos o mundo à distância de um clique do rato. É necessário saber utilizar estas novas armas, para que no tabuleiro sejamos mais fortes.

Assim, pretendo neste cantinho que carinhosamente chamei de ChessBytes, contar algumas das histórias que permitiram que a tecnologia chegasse ao elevado patamar em que hoje se encontra, dar a conhecer algumas das novidades do mundo do Xadrez digital, e também dar alguns conselhos sobre como utilizar a tecnologia para melhorar o nosso jogo.

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